Espécie de abertura plástica não-oficial do Ano da França no Brasil, a exposição Open Art reúne 23 artistas baianos e franceses, num intercâmbio não só de arte, mas de olhares, linguagens e experiências. A mostra, que terá vernissage dia 31, no Centro Cultural dos Correios (Pelourinho), é resultado do processo de um ano, engendrado pelos artistas plásticos Polô Czermak (parte francesa) e Maria Luedy (pela Bahia).
Foram selecionados 11 artistas franceses e 12 brasileiros, para um total de 105 peças apresentadas em diversas técnicas e estilos. Os baianos serão representados por, além de Luedy, Maria Adair, Ray Vianna, João Teixeira, Iuri Sarmento, Márcio Lima, Gaio, Tércia Marques, Daniela Steele, Bira Reis, Ivan Brandão e Eliana Kertesz.
O grupo francês, constituído por membros da Associação Les Seize Anges, é o pai desta proposta de misturar coletivos de outros países em suas exposições. Capitaneado, nesta feita, pelo artista plástico francês Polô Czermak, radicado na Bahia há 35 anos, é formado por Patrick Bouchard, Alain Poçon, Alain Horlaville, Caroline Ziolko, Renèe Amitai, François de Verdière, Isabelle Régnier, Aude Minart, Sylvie Kaptur e Zaven.
O intercâmbio ainda prevê uma exposição em Paris, na galeria Grognard, para os artistas baianos participantes da mostra. Esse é o modus operandi do grupo Les Seize Anges, que já desenvolveu o mesmo trabalho na Rússia, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Coréia.
Perspectivas – A diferença fundamental que o artista plástico Polô enxerga entre a experiência baiana e a dos outros países é a mudança de perspectiva que a realidade dá arte.
“Até agora só fizemos esta exposição em países desenvolvidos, e a realidade em Salvador é totalmente diferente. Ainda não dá pra viver de arte por aqui, tudo é feito com muito sacrifício. E isso se reflete na expectativa de cada um dos artistas, no sonho deles”, pondera.
“Por isso a ideia do intercâmbio. Para cada um trazer suas experiências e ajudar a desenvolver seus trabalhos em condições melhores condições e evoluir”, completa o artista.
Diversidade – A uma primeira vista, o fio condutor conceitual desta mostra seria a contemporaneidade. Mas a curadora Maria Luedy vai mais além: “O contemporâneo está na realidade compartilhada por estes artistas, e a diferença de poética de cada um, de olhar. Esta exposição é um diálogo entre artistas, no qual a unidade está na diversidade”, pontua.
“O próprio nome, Open Art (Arte Aberta)”, segue a artista plástica, “chama a atenção para esta forma de se relacionar”, explicou, durante o happening que lançou o evento, ocorrido na terça passada, no ateliê da artista plástica baiana Maria Adair (Av. Centenário).
Sob esta ótica, serão pinturas, fotografias, instalações, esculturas e instrumentos musicais em que a diferença é a coluna dorsal que compôs a apresentação dos trabalhos. E essa concepção influi até na cenografia do espaço que vai abrigar a exposição: “A cenografia será baseada nos diálogos que vão surgir quando todos os trabalhos estiverem reunidos”, acrescenta Luedy.
Serviço: Open Art – Brasil.França/2009 | Abertura dia 31, às 20 horas | Centro Cultural dos Correios (3322-0381) | Praça Anchieta, 20, Largo de São Francisco, Pelourinho | Aberto ao público | Visitação até 21 de maio
Veja fotografias livres de direitos sobre OpenArt: http://picasaweb.google.fr/frdeverdiere/OpenArt2009FrancaBrSalvadorLExpo#
Le vernissage de fin mars http://www.youtube.com/watch?v=RQRQC_9Rimg
Création collective http://www.youtube.com/watch?v=6nxtNT8N_b4
Images de 8j “super” à Salvador de Bahia http://picasaweb.google.fr/frdeverdiere/OpenArt2009Salvador#
Fonte: Ceci Alves, do A Tarde

Bom dia
Sou professora de francês coloco meu trabalho à disposição dos organizadores dessa mostra, caso precisem de intérprete.
Agradeço antecipadamente a atenção.
Ana
primeira vez que eu ouço falar desse francês, em Salvador, apesar de morar aqui ha 9 anos…
para divulgar eventos assim, se ele quer me escrever…
Alex
Salvador, segunda-feira, 8h46
Oie, vocês podiam fazer uma espoxição assim em São paulo capital né?