A série Viajantes Radicais apresenta um dos mais interessantes períodos da história brasileira: a abertura do país aos pesquisadores europeus.
Durante mais de 300 anos o Brasil esteve praticamente fechado à presença de cientistas estrangeiros em seu território. Com a chegada da família real em 1808 esse panorama mudou completamente.
A Missão Austríaca de 1816 inaugurou esse novo ciclo e trouxe consigo diversos especialistas em diferentes áreas do conhecimento, entre eles o botânico August de Saint-Hilaire. Com mais de 12 mil quilômetros percorridos e oito livros sobre o país, esse francês traçou um retrato vivo, dinâmico e humano do povo brasileiro.
Em um novo ciclo de redescoberta (na primeira metade do século XX) o antropólogo Claude Lévi-Strauss também retratou alguns aspectos inéditos sobre os primeiros habitantes do Brasil.
Ao propor uma nova visão sobre as populações indígenas Lévi-Strauss apresentou ao mundo a síntese do pensamento selvagem, lançando as bases da antropologia moderna.
Ambos desbravaram muitos locais desconhecidos pelos próprios brasileiros, cruzando rios, selvas e montanhas onde a busca pelo conhecimento e a aventura caminhavam lado a lado. Ao percorrer o caminho deles através dos esportes de ação, a série Viajantes Radicais apresenta parte da história da botânica e da antropologia, tendo como palco de sua evolução o território brasileiro.
Promoção: l’École des Hautes Études en Sciences Sociales / Museu National D’Histoire Naturelle, ESPN do Brasil Eventos Esportivos LTDA.

Em se tratando do Ano da França no Brasil, entre outros o assunto tratado é, sem dúvida, um dos mais importantes para retratar com fidelidade o grande relacionamento que Brasil e França sempre tiveram e, principalmente, o quanto nós brasileiros, devemos aos dois grandes sábios franceses, citados.
Grato
Jayme
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